Dra. Iana Rodrigues - Alergista

Imunoterapia Alérgica


Conceito | Como funciona | Tipos | Principais Indicações | Tratamento
Conservação | Reações Indesejáveis | Contra-Indicações | Erros

Conceito:

Imunoterapia alérgica é também chamado de vacina de alergia.

Essas vacinas tem por objetivo diminuir a inflamação alérgica.

Como funciona a vacina:

Alergia é o exagero da imunidade contra a poeira, ácaro, mofo, por exemplo. Esse exagero de imunidade provoca um processo inflamatório alérgico.

Na vacina, introduzimos concentrações crescentes das substâncias que a pessoa tem alergia e gradativamente, o indivíduo vai reagindo de forma mais branda aos fatores que faziam desencadear as crises.
Assim controlamos a doença.

O preparo da vacina deve ser feito de modo específico, ou seja, de acordo com a história de cada pessoa e com o resultado dos testes alérgicos.

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Tipos de Vacina

INJETÁVEL:

A vacina deve ser aplicada por via SUBCUTÂNEA PROFUNDA, na parte posterior do braço, nádegas ou região interna da coxa. A agulha deve ser introduzida a 90º com o plano da pele.

Já temos extratos padronizados para esta via e portanto é uma forma segura e eficaz de tratamento.

É a forma mais utilizada.

SUBLINGUAL:

A vacina é aplicada sob forma de gotas embaixo da língua do paciente em jejum ou longe das refeições.

O problema é que ainda não temos extratos padronizados para esta via de tratamento.

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Principais Indicações:

  • Rinite alérgica
  • Asma ou Bronquite
  • Conjuntivite alérgica
  • Alergias a insetos

*Para alergias alimentares não se dispõe de vacina efetiva.

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Duração do Tratamento:

O tempo do tratamento é individual, mas costuma variar de 3 a 5 anos.

A melhora já aparece nas primeiras séries.

Mas atenção! A interrupção precoce do tratamento provoca o retorno dos sintomas.

A VACINA REALMENTE FUNCIONA?

O resultado do tratamento realmente é ótimo, pois teremos a diminuição dos sintomas com melhora expressiva da qualidade de vida dos alérgicos.

É o único tratamento capaz de mudar a história natural da doença alérgica, mas não traz cura, já que a alergia é uma doença genética.

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Conservação:

A conservação da vacina deve ser feita a uma temperatura de cerca de 4º a 8ºC, que é encontrada na porta das geladeiras.

A potência imunogênica das vacinas  diminui muito quando não é bem conservada.

Nunca deve ser congelada.

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Reações Indesejáveis:

A imunoterapia é um tratamento muito seguro, mas podem ocorrer:

  • Reações locais: como vermelhidão, coceira ou até dor no local de aplicação.
  • Reações sistêmicas: muito raras. Os sintomas podem ser desde espirros, urticárias até anafilaxia. Em geral ocorrem em até 30 minutos após a aplicação. O tratamento com a imunoterapia deve ser interrompido até nova avaliação.

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Contra-Indicações:

 A imunoterapia não deve ser feita nos seguintes casos:

  • Portadores de asma grave;
  • Pacientes em uso de betabloqueador;
  • Doenças auto-imunes;
  • Doenças psiquiátricas;
  • A vacina não pode ser iniciada na gravidez, mas pode ser mantida nas mulheres que já estavam em tratamento quando engravidaram.

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As Maiores Causas de Fracasso no Tratamento de Vacina:

  • Irregularidades nas aplicações da vacina;
  • Uso de vacinas com extratos não padronizados;
  • Interrupção precoce das vacinas – mesmo quando o alérgico já se sente controlado, deve completar todo tratamento!
  • Controle inadequado do ambiente do alérgico (ver Controle do Ambiente)
  • Achar que a vacina é uma monoterapia. O tratamento de vacina deve estar combinado com o uso de medicação e controle ambiental.

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V.2013

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