Dra. Iana Rodrigues - Alergista

Alergia a Proteína do Leite de Vaca

Leia também Alergia ou Intolerância ao Leite de Vaca?

Conceito | Sintomas | Diagnóstico | Tratamento | Prevenção

Conceito:

Trata-se de uma reação imunológica, onde o nosso sistema de defesa não reconhece as proteínas do leite de vaca, produzindo anticorpos contra elas: caseína, betalactoglobulina, alfalactoalbumina.

Ë uma situação temporária que, na imensa maioria dos casos, apresenta remissão espontânea até o terceiro ano de vida.

Os sintomas mais comuns estão na pele.

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Sintomas:

PELE

É o local onde mais aparecem as reações: empolações por todo corpo e inchaços em face, pescoço e região genital. Algumas vezes onde toca o leite, pode até empolar.

É importante pensar em alergia alimentar quando a criança apresenta dermatite atópica difícil de controlar.

GASTROINTESTINAL

Algumas crianças apresentam enjôo, vômitos e diarréia logo após ou até 2h da ingestão do leite.

Em geral esses sintomas vem junto com as empolações da pele.

RESPIRATÓRIO

São raros os sintomas respiratórios como entupimento, coriza, coceira ou espirros, mas caso ocorram, vem sempre junto com sintomas de pele.

Não está comprovado que a rinite alérgica possa ser causada unicamente pela alergia ao leite, assim como a otite média de repetição e a otite média serosa.

CARDIOVASCULAR

A forma mais grave dessa alergia é a Anafilaxia. É rápida, ocorre em 3 a 30 minutos da exposição e grave, podendo até matar.

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Confirmação do diagnóstico:

Podemos realizar exames no sangue ou teste cutâneo para pesquisa dos anticorpos envolvidos: IgE específica para as proteínas do leite.

O TESTE CUTÂNEO é bastante prático, podendo ser realizado no consultório por profissional capacitado.

Não há idade mínima, mas sabemos que crianças menores de 2 anos podem reagir pouco ao teste.

A PESQUISA DE IgE pode ser útil quando a pele estiver muito acometida ou o paciente estiver em uso de anti-alérgico.

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Tratamento:

A base do tratamento é a RETIRADA COMPLETA DO LEITE E DERIVADOS DA DIETA.

A restrição deve ser completa com o leite de vaca, cabra, ovelha e búfala e seus derivados, como queijo, iogurte, creme de leite, requeijão, biscoitos – lembrando que leite de vaca, cabra, ovelha e búfala apresentam as mesmas proteínas, portanto não devem ser uma opção.

A escola, os familiares e o pequeno paciente devem estar cientes e esclarecidos sobre a importância da restrição.

Para a execução de uma boa dieta, devemos LER OS RÓTULOS dos alimentos cuidadosamente e EVITAR alimentos que contenham:
LEITE DE VACA, TRAÇOS DE LEITE, CASEÍNA, CASEINATO, LACTULOSE, LACTOSE, SORO DE LEITE OU PROTEÍNA LACTEA.

Apesar da dieta não ser fácil, ela irá garantir a cura da doença. Grande parte dos pacientes desenvolve tolerância após 3 anos de idades.

Para confirmar a cura, o médico irá realizar os testes de provocação oral a cada 6-12 meses. Atenção! Esse teste deve ser feito com supervisão médica!

Ainda não há um tratamento de vacinas eficientes para o tratamento da alergia alimentar.

Seria muito interessante o acompanhamento conjunto com nutricionista para reposição de nutrientes essenciais.

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Prevenção:

Estimular o aleitamento materno exclusivo até 6 meses de idade.

Evitar a introdução precoce dos alimentos, antes dos 4 meses de idade.

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V.2013

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