Dra. Iana Rodrigues - Alergista

Alergia Alimentar


Conceito | Sintomas | Causas | Fatores de Risco | Diagnóstico

Prevenção | Tratamento

Conceito

A alergia alimentar  é uma resposta imunológica anormal do organismo para alguns alimentos. Esse tipo de reação depende da sensibilidade de cada um.

A alergia alimentar é mais comum na criança – 80% dos sintomas ocorrem no primeiro anos de vida. Estima-se que 6% de crianças menores de 3 anos e 3,5% dos adultos apresentem alguma forma de alergia alimentar.

Para entendermos melhor, vamos classificar as reações em:

  • Intolerância Alimentar – aquela que não depende de reação imunológica.
  • Alergia Alimentar – aquela que depende do mecanismo imunológico.

Sintomas

PELE:

É o local mais comum de manifestação. Podemos observar:

  • Empolação (também chamada de urticária), inchaço de algumas partes do corpo, como lábios ou pálpebras. Em geral ocorrem até 2h depois da ingestão do alimento.
  • Piora dermatite atópica – alergia alimentar pode ser um fator de piora, quando a dermatite é muito extensa.

APARELHO GASTROINTESTINAL:

  • Diarréia, vômitos e dor abdominal.
  • Em geral vem acompanhados dos sintomas da pele.

APARELHO RESPIRATÓRIO:

Os sintomas de rinite e asma são muito raros, mas quando ocorre vem acompanhado de sintoma da pele, do aparelho gastrointestinal e até de manifestação de anafilaxia.

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Causas

ALIMENTOS mais comumente incriminados:

Na criança:

  • Leite de vaca
  • Ovo
  • Trigo
  • Soja

No adulto:

  • Amendoim
  • Peixes
  • Frutos do mar

ADITIVOS ALIMENTARES:

São representados pelos conservantes, corantes, anti-oxidantes, entre outros.

Apesar de serem frequentemente relacionados pelos pacientes, apenas uma porção muito pequena apresenta relação causa-efeito.
Manifestações como urticária, asma e anafilaxia são extremamente raras e alguns autores chegam a desconsiderar esta possibilidade em relação aos aditivos.

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Fatores de Risco

  • GENÉTICA:

História de alergia na família, incluindo alergia alimentar é o melhor indicativo para o risco de aparecimento de alergia alimentar.

  • DIETA:

Introdução precoce do leite de vaca – pode ser um fator de risco para Alergia ao Leite de vaca.

Devemos sempre estimular o aleitamento materno exclusivo de 6 meses.

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Diagnóstico

Deve ser clínico e pode ser confirmada por exames:

  • TESTE CUTÂNEO:

É um teste rápido, simples que pode ser realizado no próprio consultório do médico especialista.

  • EXAMES DE SANGUE – IgE específica:

É um exame menos específico e ainda podemos ter falsos positivos. Por exemplo, se um paciente tem alergia ao amendoim, o exame pode mostrar alergia ao feijão, a soja e a ervilha, mas na verdade é alergia só ao amendoim (essas substâncias fazem reação cruzadas entre si).

  • TESTE DE PROVOCAÇÃO ORAL:

É o mais fidedigno para se estabelecer o diagnóstico de alergia alimentar. Este teste nada mais é do que re-expor ao alérgico o alimento suspeito.

Lembre-se: SÓ DEVE SER REALIZADO COM SUPERVISÃO MÉDICA. Nunca deve ser feito se tiver suspeita de anafilaxia, exceto em ambiente hospitalar e com médico especialista.

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Prevenção

Em pacientes com risco de desencadear alergia alimentar, devemos:

  • Estimular o aleitamento materno exclusivo por 6 meses e aleitamento complementar até 2 anos de idade. Caso não seja possível, iniciar fórmulas hipoalergênicas que o médico especialista irá lhe aconcelhar.
  • Iniciar alimentos sólidos o mais tarde possível, preferencialmente após 6 meses de vida.
  • Só introduzir o leite de vaca após o 1º ano de vida, o ovo após o 2º ano e o amendoim, nozes e os peixes após o 3º ano de vida.

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Tratamento

O único tratamento comprovadamente eficaz é a RETIRADA COMPLETA DO ALIMENTO.

Por exemplo, a criança que faz alergia ao leite de vaca, deve suspender o leite em pó da mamadeira, mas também os derivados: queijo, requeijão, bolo, pães, doces, biscoitos...

Em cada alimento comprado para o alérgico devemos ler o rótulo das embalagens para não termos surpresas. Essa dieta deve ser dita aos familiares e à escola. No caso de uma criança maior, esta também deve ser orientada.

Sabemos que alimentos como leite de vaca, ovo, trigo e soja podem desaparecer, geralmente na infância.

Mas outros alimentos como amendoim, castanhas, nozes e frutos do mar mostram uma alergia duradoura, algumas vezes por toda a vida.

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V.2013

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